Elétricos são melhores para o ambiente… e também para a carteira | Green Future-AutoMagazine

Elétricos são melhores para o ambiente… e também para a carteira

Uma equipa de investigadores do Massachussets Institute of Technology (MIT) calculou as emissões de CO2 e os custos totais de vida útil da maior parte dos automóveis à venda nos Estados Unidos. Além dos menores níveis de emissões, os cientistas concluiram que, apesar dos valores de aquisição mais elevados, os carros elétricos são frequentemente mais económicos a longo prazo.

O estudo foi publicado em 2016, mas os dados foram agora utilizados para atualizar uma ferramenta online interativa que agrega, entre outros dados, as emissões de dióxido de carbono e os custos – preço de compra e depreciação, manutenção, taxas e impostos, e combustível – associados à vida útil dos automóveis atualmente à venda nos Estados Unidos, permitindo quantificar, simular e comparar os custos ambientais e monetários de cada um dos modelos.

A equipa de investigadores, liderada por Jessika E. Trancik, professora associada no MIT, espera que os dados contribuam para ajudar os consumidores a entenderem como os custos são distribuidos ao longo da vida útil dos veículos.

Os preços dos veículos elétricos são, por norma, mais elevados do que os preços dos carros de combustão interna da mesma gama, o que afasta muitos compradores, apesar das óbvias vantagens em termos ambientais. Mas, ao longo da vida útil da maior parte dos elétricos, esta diferença é superada pelos menores custos de manutenção e custos de carregamento, quando comparados com os preços dos combustíveis fósseis. Naturalmente, quando o custo da eletricidade é menor, a diluição da diferença de custos de aquisição é mais rápida.

Com o tempo, as vantagens a nível ambiental são também cada vez maiores, apesar do maior nível de emissões que resulta do processo de fabrico das baterias. No entanto, de acordo com os cientistas, as maiores emissões associadas à produção de um carro elétrico são compensadas, em todas as regiões dos Estados Unidos, num período de seis a dezoito meses após a compra, em função da forma de produção da energia utilizada nos carregamentos.

Os dados mostram ainda que os carros híbridos e híbridos plug-in apresentam resultados mais ambíguos, quer em termos de custos como de emissões. Alguns destes automóveis, sobretudo os híbridos plug-in, emitem menos CO2 e são mais baratos, ao longo do tempo, do que os veículos tradicionais, mas existem outros que apresentam níveis similares de emissões e custos.

Os carros a gasolina e diesel são, na maior parte dos casos, a opção com maiores níveis de emissões, mas a longo prazo, os custos e as emissões de CO2 apresentam resultados amplamente díspares: sem surpresa, os automóveis compactos são os mais eficientes e económicos; SUV e sedans os mais dispendiosos e, ambientalmente, os mais prejudiciais.

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